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São José

Congresso Nacional: Homenagem a São José de Anchieta

Congresso Nacional: Homenagem a São José de Anchieta

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Brasília (Terça-feira 27-05-2014) - Em recente sessão solene no Congresso Nacional, São José de Anchieta recebeu homenagens de religiosos e parlamentares.

A solenidade foi realizada a pedido do deputado federal Gabriel Chalita.

Transcrevemos, abaixo, as palavras proferidas pelo Deputado, sobre o grande apóstolo brasileiro:

"Em seu Poema à Virgem, José de Anchieta debruça-se sobre o dual dos sentimentos e das ações humanas.

No rosto de Deus feito homem, a dor, o suor, os sinais do abandono. Em Seu corpo, o sangue e as marcas da perversidade.

Perversos foram aqueles que O tomaram e Dele arrancaram a paz humana. E Jesus sorveu o cálice que Lhe coube como Salvador. Em paz com o Pai, esteve desde todo o sempre. Ciente de sua missão, iluminou-se pelo Espírito Santo de Amor e, por isso, entregou-se sem ao menos virar o rosto.

O flagelo, a indecente coroa, as bofetadas revelam o pior dos homens: humilhar, ferir, agredir, deixar de amar.

E o homem Jesus viu seus amigos amedrontados O abandonarem. Viu a dor Lhe fazer companhia. Mas ela, a Mãe amorosa, estava ali.

"Se o não sabes, a Mãe dolorosa reclama Para si, as chagas que vê suportar o FILHO que ama. Pois quanto sofreu aquele corpo inocente em reparação, Tanto suporta o Coração compassivo da Mãe, em expiação".

O poeta Anchieta é profundo e simples, é erudito e popular. Sua vasta cultura não o distancia de seus irmãos. Missionário dos calvários cotidianos, aprende a língua dos índios, defende-os, encanta-os, surpreende-os. Em cada um, vê a face sofrida do Filho de Deus. Em suas peças de teatro, em seus sermões, em sua prosa cotidiana, a consequência do seu "sim". Consagrou-se a essa vida. O "Apóstolo do Brasil" era consciente de que, nesta terra abençoada, era preciso agir.

José de Anchieta é santo da Igreja, canonizado por Sua Santidade, o Papa Francisco. Nome inspirado em um outro gigante das ações de amor. Francisco de Assis é um referencial para a humanidade. O noivo da dona pobreza, o irmão dos animais, o animador dos que - embora cientes da dualidade humana, bondade/perversidade - prosseguem sem desistir. O Santo inspira o papa. Francisco conquistou o Brasil, atraiu jovens de todas as idades que, no Rio de Janeiro, ávidos por um mundo melhor, celebraram a sua jornada.

São José de Anchieta é nosso intercessor. Sabe ele do quanto precisamos fazer para que este país, também dual, encontre o seu rumo.

Há dois brasis. O dos que têm acesso ao conhecimento e o dos que aguardam, nas periferias do abandono, alguma oportunidade.

Há dois brasis. Um perverso, mesquinho, embrutecido pelo ódio e pelas segregações tantas que fazem imaginar que aqueles que não têm, não têm porque não se esforçam.

E há um outro que acolhe o fraco, o doente, o pobre, o que caiu, o que errou, o que se perdeu.

Há dois brasis. Um que destrói e outro que trabalha. Com ética. Com decência.

O educador Anchieta agiu. Uniu-se aos indígenas. Fez-se um deles, aplicando os ensinamentos de São Paulo. E não teve economias em amá-los. Valorizou sua cultura. Bradou contra os usurpadores de vidas, que os apequenavam. Ninguém tem esse direito. Somos todos filhos de Deus. Somos todos vocacionados para a felicidade.

Os que pisam, os que pesam ao destruírem a felicidade alheia destroem-se a si mesmos. Porque ninguém consegue ser feliz fazendo infeliz o outro.

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