Igreja: o Corpo de Cristo
Jesus chamou a Si doze entre os seus discípulos e constituiu-os como seus Apóstolos, fazendo deles testemunhas escolhidas da sua Ressurreição...

A Igreja é Apostólica pela sua origem, sendo construída sobre o “fundamento dos Apóstolos” (Ef 2, 20); pelo ensino, que é o mesmo dos Apóstolos; pela sua estrutura, enquanto instruída, santificada e governada, até ao regresso de Cristo, pelos Apóstolos, graças aos seus sucessores, os Bispos em comunhão com o sucessor de Pedro.
Jesus, o Enviado do Pai, chamou a Si doze entre os seus discípulos e constituiu-os como seus Apóstolos, fazendo deles testemunhas escolhidas da sua Ressurreição e fundamentos da sua Igreja. Deu-lhes o mandato de continuarem a sua missão, dizendo: “Como o Pai Me enviou, assim também Eu vos envio a vós” (Jo 20, 21). E prometeu estar com eles até ao fim do mundo.
A sucessão apostólica é a transmissão, mediante o Sacramento da Ordem, da missão e do poder dos Apóstolos aos seus sucessores, os Bispos.
Graças a esta transmissão, a Igreja permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem, enquanto ao longo dos séculos orienta todo o seu apostolado para a difusão do Reino de Cristo na Terra.
Os fiéis são aqueles que, incorporados em Cristo pelo Batismo, são constituídos membros do povo de Deus.
Tornados participantes, segundo a sua condição, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, são chamados a exercer a missão confiada por Deus à Igreja.
Entre eles subsiste uma verdadeira igualdade, na sua dignidade de filhos de Deus.
Na Igreja, por instituição divina, existem os ministros sagrados que receberam o Sacramento da Ordem e formam a hierarquia da Igreja. Os outros são chamados leigos.
De uns e de outros, provêm fiéis que se consagram de modo especial a Deus com a profissão dos conselhos evangélicos: castidade no celibato, pobreza e obediência.
Cristo instituiu a hierarquia eclesiástica com a missão de apascentar o povo de Deus em seu nome, e para isso lhe deu autoridade. A hierarquia eclesiástica é formada por ministros sagrados: Bispos, presbíteros e diáconos.
Graças ao Sacramento da Ordem, os Bispos e os presbíteros agem, no exercício do seu ministério, em nome e na pessoa de Cristo Cabeça; os diáconos servem o povo de Deus na diaconia (serviço) da Palavra, da Liturgia, da caridade.
A exemplo dos doze Apóstolos escolhidos e enviados por Cristo, a união dos membros da hierarquia eclesiástica está ao serviço da comunhão dos fiéis.
Cada Bispo exerce o ministério, como membro do Colégio Episcopal, em comunhão com o Papa, participando com ele na solicitude pela Igreja universal.
Os sacerdotes exercem o seu ministério no presbitério da Igreja particular, em comunhão com o próprio Bispo e sob a sua condução.
O ministério eclesial tem também um caráter pessoal, pois, em virtude do Sacramento da Ordem, cada um é responsável diante de Cristo, que pessoalmente o chamou, conferindo-lhe a missão.
O Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o vigário de Cristo, cabeça do Colégio dos Bispos e Pastor de toda a Igreja, sobre a qual, por instituição divina, tem poder pleno, supremo, imediato e universal.
O Colégio dos Bispos, em comunhão com o Papa e nunca sem ele, exerce também sobre a Igreja supremo e pleno poder.
Os Bispos, em comunhão com o Papa, têm o dever de anunciar o Evangelho a todos, fielmente e com autoridade, como autênticas testemunhas da fé apostólica e revestidos da autoridade de Cristo.
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