“Pentecostes é a festa da união, da compreensão e da comunhão humana”, diz o Santo Padre
“Pentecostes é a festa da união, da compreensão e da comunhão humana”, diz o Santo Padre

Os últimos dias não foram fáceis para o Pontífice. Mas Bento XVI, mesmo sofrendo, continua a própria missão e sua agenda. E as pessoas o encorajam. Na sua chegada foi recebido com aplausos mais calorosos do que nunca.
Desequilíbrios, conflitos, diálogo difícil entre gerações, agressão e choques, o progresso da ciência e da técnica que parece chegar "ao poder de dominar as forças da natureza, de manipular os elementos, de fabricar seres vivos, chegando quase ao próprio ser humano". Com estas palavras concretas o Papa apresentou o cenário da "descomunicação" dos nossos tempos.
"Um reino em que os homens pensam ter tanto poder para chegar ao céu, abrir suas portas e colocar-se no lugar de Deus, que não se dão conta de construírem a torre uns contra os outros", assim o Papa definiu a experiência da Torre de Babel, trecho da Bíblia muito atual também para a nossa época.
"Tentando ser Deus, corriam o perigo de nem sequer ser homens, porque tinham perdido um elemento fundamental do ser pessoas humanas: a capacidade de compreender um ao outro e de agir conjuntamente e na mesma direção" e "deram-se conta que estavam construindo uns contra os outros". Paradoxalmente nós também, com as possibilidades de comunicar, de ter informações, de transmitir notícias, "nos entendemos cada vez menos" e parece "difundir-se um senso de desconfiança, de suspeito, de temor recíproco, até quase a nos tornarmos perigosos uns para os outros".
A Igreja, continuou o Santo Padre, é convidade a "viver para ser ela mesma, para ser o lugar da unidade e da comunhão na Verdade; nos diz que agir como cristãos significa não estarmos fechados no próprio "eu", mas nos orientarmos para o todo; significa acolher em nós mesmos a Igreja toda inteira, ou melhor ainda, deixar interiormente que ela nos acolha". Por isso, todo cristão é chamado a sair do próprio "eu" e a abrir-se à ação do Espírito Santo.
"Não podemos, de fato - observou o Papa - ser contemporaneamente egoístas e generosos, seguir a tendência a dominar os outros e a sentir a alegria do serviço desinteressado. Temos sempre que escolher qual impulso seguir e podemos fazê-lo em modo autêntico somente com a ajuda do Espírito de Cristo. São Paulo elenca - como ouvimos - as obras da carne, são os pecados de egoísmo e de violência, como inimizade, discórdia, ciúme, divergências; são pensamentos e ações que não fazem viver em modo realmente humano e cristão, no amor. É uma direção que leva a perder a própria vida. O Espírito Santo, por sua vez, nos guia para as alturas de Deus, para que possamos viver já nesta terra a semente de vida divina que há em nós". (AA/JS)
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