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Santuário Nossa Senhora da Abadia
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Espírito Santo

Os dons do Espírito Santo

Sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade, temor de Deus. Eis os dons do Espírito Santo!

Os dons do Espírito Santo
Espírito Santo

Vamos passar à explicação dos sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade, temor de Deus.

O tema é vastíssimo e nos enche de admiração. No entanto, abarcaremos somente de modo sumário, para compreender cada conceito e o seu significado.

Dons de sabedoria, entendimento e conselho

— A sabedoria é o dom que faz o cristão perceber, intuir e gostar das coisas espirituais. Sente deleite nas coisas de Deus e por isso começa a temer a Deus, a respeitá-Lo mais.

Diz o Salmo que o temor de Deus é o princípio da sabedoria.

— O entendimento é o dom do conhecimento, pois a pessoa consegue entender e conhecer aquilo que vai no coração e na mente das pessoas.

O Padre Pio era um sacerdote que tinha o dom do entendimento. Ele servia-se do seu dom para ajudar muitas almas.

Quando alguns penitentes iam ter com o Padre Pio e, por esquecimento ou timidez, escondiam este ou aquele pecado, o Padre Pio lembrava-lhes: “Falta-te este pecado que cometeste duas ou três vezes”.

— O dom do conselho: quem o possui consegue dirigir, orientar e aconselhar as almas para a sua própria salvação e felicidade.

O dom do conselho, que é dado pelo Espírito Santo, não é inconveniente, interesseiro, não aconselha segundo a conveniência pessoal, mas somente para o bem da pessoa. Este dom constitui uma preciosidade, pois alerta-nos para os erros que cometemos ou soluções que necessitamos.

Dom de forteleza, ciência e piedade

— O dom da fortaleza nos confere a capacidade de suportar todos os sofrimentos em união com a Paixão de Jesus Cristo.

Ademais, é dado pelo Espírito Santo para nos ajudar a dizer “não” ao pecado, a uma má proposta, à pressão social, a certas modas que prejudicam a vida espiritual do homem ou da mulher.

O dom da fortaleza faz com que o cristão saiba resistir a certas influências sociais e não se deixe conduzir pela pressão do grupo social ou de amigos em que está inserido.

Com este dom a pessoa mantém a sua personalidade, sendo aquilo que realmente é, conservando os valores cristãos.

— O dom da ciência permite ao homem perceber e sentir, através da natureza e dos acontecimentos do dia a dia, a presença e a linguagem de Deus.

Quem possui o dom da ciência consegue louvar a Deus, olhando para as belezas da natureza, para a beleza de um jardim, das montanhas, da água do mar, do céu azul, das estrelas.

Através da natureza, a alma lê e louva o seu Deus, agradecendo-Lhe enquanto observa uma linda flor. Em vez de ficar fixo apenas na beleza da flor, louva o Autor da criação, louva o Criador.

— O dom da piedade inclina o cristão à oração, ao louvor, à adoração, à contemplação; leva o cristão a sentir gosto pela oração, sentir desejo e prazer de estar com Deus, em conviver com Deus através da oração.

Através deste dom, Deus vai revelando aspectos espirituais que muitos não percebem. A alma piedosa tem mais luzes e percebe melhor as coisas no nível espiritual.

Aquele que não reza, não percebe, não entende e não vê, porque assim não lhe é permitido.

Há pessoas que dizem: “Mas, padre, eu rezo tanto!”, e eu pergunto: “Como reza?”

Não basta rezar, é preciso rezar bem, meditando nas palavras e nos mistérios que contemplamos da vida de Jesus. Experimentem rezar bem, concentrados, compenetrados e verão as maravilhas que Deus irá realizar nas suas almas.

Temor de Deus

– O dom do temor de Deus leva-nos a fugir do pecado com receio de ofender e de perder quem amamos, o nosso Deus.

Este dom está, em certa medida, associado ao dom da fé, porque nos faz sentir e perceber que estamos na presença de Deus e, se estou na sua presença, não quero pecar.

O temor de Deus é um grande dom, pois faz com que o homem faça tudo para não perder a graça de Deus, o seu amor e a sua presença. Por isso, o temor de Deus é o princípio da sabedoria.

Desta forma, tratamos sucintamente sobre cada dom do Espírito Santo, para melhor compreendermos a necessidade de O invocarmos e Lhe suplicarmos que os aumente em nós, fazendo-nos perseverando neles até à morte.

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