O que o catecismo diz sobre os Anjos?
“A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama Anjos, é uma verdade de d...

Angelus […] officii nomen est, non naturæ. Quæris nomen naturæ, spiritus est; quæris officium, angelus est: ex eo quod est, spiritus est: ex eo quod agit, angelus – Anjo é nome de ofício, não de natureza. Desejas saber o nome da natureza? Espírito. Desejas saber o do ofício? Anjo. Pelo que é, é espírito: pelo que faz, é Anjo (Anjo = mensageiro).
Com todo o seu ser, os Anjos são servos e mensageiros de Deus.
“Pelo fato de contemplarem continuamente o rosto do meu Pai que está nos Céus” (Mt 18, 10), eles são “os poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra” (Sl 103, 20).
330. Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais.
Excedem em perfeição todas as criaturas visíveis. O esplendor da sua glória assim o atesta.
331. Cristo é o centro do mundo angélico. Eles Lhe pertencem: “Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os [seus] Anjos…” (Mt 25, 31).
Em vista d’Ele é que foram criados todos os seres, que há nos céus e na terra, os seres visíveis e os invisíveis, os Anjos que são os Tronos, Potestades, Principados e Dominações.
Tudo foi criado por seu intermédio e para Ele (Cl 1, 16).
E são d’Ele mais ainda, porque Ele os fez mensageiros do seu plano salvador: “Não são eles todos os espíritos ao serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” (Hb 1, 14)
332. Ei-los, desde a criação e ao longo de toda a História da salvação, anunciando de longe ou de perto esta mesma salvação, e postos ao serviço do plano divino da sua realização.
Eles fecham o Paraíso Terrestre, protegem Lot, salvam Agar e seu filho, detêm a mão de Abraão, pelo seu ministério é comunicada a Lei, são eles que conduzem o povo de Deus, anunciam nascimentos e vocações, assistem os profetas – para não citar senão alguns exemplos.
Finalmente, é o Anjo Gabriel que anuncia o nascimento do Precursor e o do próprio Jesus.
333. Da Encarnação à Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é rodeada da adoração e serviço dos Anjos.
Quando Deus “introduziu no mundo o seu Primogênito, disse: ‘Adorem-No todos os Anjos de Deus’” (Hb 1, 6).
O seu cântico de louvor, na altura do nascimento de Cristo, nunca deixou de se ouvir no louvor da Igreja: “Glória a Deus…” (Lc 2, 14)
Eles protegem a infância de Jesus, servem-No no deserto e confortam-No na agonia, no momento em que por eles poderia ter sido salvo das mãos dos inimigos, como outrora Israel.
São ainda os Anjos que “evangelizam”, anunciando a Boa-Nova da Encarnação e da Ressurreição de Cristo. E estarão presentes quando da segunda vinda de Cristo, que anunciam, ao serviço do seu Juízo.
334. Daqui resulta que toda a vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos Anjos.
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